Aqui, neste espaço de existir, escrevo aquilo que vaga, recorda, acorda, vulcaneja em minha memória ficcional-real.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2015
Sua marca
O copo que você encostou seus lábios ainda está na mesinha de centro.
Não tive coragem de pegá-lo para não perder de vez seu hálito quente e agridoce.
A marca desenhada de sua boca roseada e pequena se manteve no copo.
Brindamos amor antes das cortinas esvoaçarem e o despertasse.
Abraçamos nossas bocas e perduramos...
Deixou somente a marca do bem que me trouxe.
O copo vira decoração!
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