Aqui, neste espaço de existir, escrevo aquilo que vaga, recorda, acorda, vulcaneja em minha memória ficcional-real.
segunda-feira, 26 de outubro de 2015
Fuga
Emoldurado.
Grampeado.
Fugir seria um verbo
saído pelas arestas;
saído de quebrante.
Poderia ser dito covarde.
E pode ser apenas ir.
Correr, pensar com as pernas.
Andar por andar.
Pelo simples ato de lançar
pé direito e pé esquerdo.
Cortar o ar na cara,
deixar rolar o resto da tarde.
terça-feira, 20 de outubro de 2015
Talvez um endereço
Dessa rua que só acaba
bem lá em baixo
tem uns postes que
colorem o caminho,
amarelam meus passos.
Famílias em sombras
nas janelas,
movimentos...
A novela televisionada;
a janta pronta no prato;
um jardim muito calmo.
Um contorno meu
me acompanhando ;
um latido;
um vulto pássaro.
Cabeça caida;
o olho pra cima.
o mar bem escuro;
um barco bem branco
aparentemente derivado,
deriva no meu olho.
bem lá em baixo
tem uns postes que
colorem o caminho,
amarelam meus passos.
Famílias em sombras
nas janelas,
movimentos...
A novela televisionada;
a janta pronta no prato;
um jardim muito calmo.
Um contorno meu
me acompanhando ;
um latido;
um vulto pássaro.
Cabeça caida;
o olho pra cima.
o mar bem escuro;
um barco bem branco
aparentemente derivado,
deriva no meu olho.
sábado, 17 de outubro de 2015
Agora, não agora.
Sem validade,
sem fim marcado.
Desconheço o prazo,
não quero datas.
Prefiro o agora,
cheiro a primavera de hoje.
Não espero o sono,
não arrumo a cama.
Sei do sol,
sei da noite
e sinto falta
da chuva forte
que é pra lavar
essa esperança
falsa do amanhã.
O lance é de agora.
É a pólvora desse
gatilho que me atira,
salienta minhas veias
de sangue quente
e púrpuro.
Do amor- que um
dia virá-
eu não aguardo
os sonhos que
outrora senti.
do amor acredito
nesses de bar,
das viradas da noite,
do pulo de carnaval.
Esses acontecem,
flamejam, queimam.
E da vida espero apenas
o bem estar de estar aqui, agora.
sem fim marcado.
Desconheço o prazo,
não quero datas.
Prefiro o agora,
cheiro a primavera de hoje.
Não espero o sono,
não arrumo a cama.
Sei do sol,
sei da noite
e sinto falta
da chuva forte
que é pra lavar
essa esperança
falsa do amanhã.
O lance é de agora.
É a pólvora desse
gatilho que me atira,
salienta minhas veias
de sangue quente
e púrpuro.
Do amor- que um
dia virá-
eu não aguardo
os sonhos que
outrora senti.
do amor acredito
nesses de bar,
das viradas da noite,
do pulo de carnaval.
Esses acontecem,
flamejam, queimam.
E da vida espero apenas
o bem estar de estar aqui, agora.
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