...tem de ir, é assim mesmo.
Mas vamos juntos.
Horizontes alaranjados
nos olhos de cada um...
céu cortado em branco e azul
e uma vontade muito grande...
estarmos juntos.
Argilas fundidas
em textura moldável, fluida.
Leveza nos pés que se levantam
sem força.
É o sopro do novo tempo.
(algo "pensado" pela manhã de um dia que me ganha
confortável, em companhias aconchegantes,
num lugar de raíz e furor).
Aqui, neste espaço de existir, escrevo aquilo que vaga, recorda, acorda, vulcaneja em minha memória ficcional-real.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
A canção que preenche
meu quarto compete
com o som
esbravecido da chuva.
A água do céu
judia dos vidros da minha vista
pra rua, pra ponte
onde atravessam as sombrinhas
de pernas .
A chuva esgarnecida
recorre ao frio,
escorre os degraus,
desliza pelos fios do poste.
Os pingos ficam platinados
e despencam em camera lenta.
O vidro escorre como
escorre o meu corpo.
Não se tem vontade.
Está-se muito a vontade.
A vontade é de ficar ao meu som,
ao som da brava chuva que parece
me aconselhar ou só lavar o meu dia.
meu quarto compete
com o som
esbravecido da chuva.
A água do céu
judia dos vidros da minha vista
pra rua, pra ponte
onde atravessam as sombrinhas
de pernas .
A chuva esgarnecida
recorre ao frio,
escorre os degraus,
desliza pelos fios do poste.
Os pingos ficam platinados
e despencam em camera lenta.
O vidro escorre como
escorre o meu corpo.
Não se tem vontade.
Está-se muito a vontade.
A vontade é de ficar ao meu som,
ao som da brava chuva que parece
me aconselhar ou só lavar o meu dia.
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Outra vista
A minha vista favorita,
depois de você,
é a tal ladeira em S.
Por aqui costuma enuvecer
por todo o dia...
Porém, quando vem
dando três, quatro horas
se tem uma clárida tarde.
Um tacho entorna todo o
céu em ouro lá por de trás
da São Francisco.
A ladeira em S alcança
a castelar Santa Efigênia
dos pretos d'ouro.
Ainda assim,
disso tudo que pude ver
e te conto, o auge é ver
a corrida bem ensaiada das
fiéis andorinhas findando
a latente gema do sol.
depois de você,
é a tal ladeira em S.
Por aqui costuma enuvecer
por todo o dia...
Porém, quando vem
dando três, quatro horas
se tem uma clárida tarde.
Um tacho entorna todo o
céu em ouro lá por de trás
da São Francisco.
A ladeira em S alcança
a castelar Santa Efigênia
dos pretos d'ouro.
Ainda assim,
disso tudo que pude ver
e te conto, o auge é ver
a corrida bem ensaiada das
fiéis andorinhas findando
a latente gema do sol.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
Primeiro do ano
Hoje é primeiro do ano.
lojas fechadas,
gente de branco.
Promessas,
ondas revirando as oferendas,
almoços do dia primeiro.
Desejo de paz,
de emagrecer,
de amar.
Amar mais agora
que a carne parece dilatar.
Ir viajar pro nordeste,
ou Argentina.
Adotar um cãozinho,
namorar alguma arte,
esperar o carnaval.
Hoje é primeiro do ano
e eu o quero tanto
como os outros primeiros
e segundas, terças,
sextas perdidas,
domingos de brisa.
Entre chuvas
ventanias, quero
estar dentro,
ser corpo junto
a tudo, a todos...
Eu espero brasa
e vento.
lojas fechadas,
gente de branco.
Promessas,
ondas revirando as oferendas,
almoços do dia primeiro.
Desejo de paz,
de emagrecer,
de amar.
Amar mais agora
que a carne parece dilatar.
Ir viajar pro nordeste,
ou Argentina.
Adotar um cãozinho,
namorar alguma arte,
esperar o carnaval.
Hoje é primeiro do ano
e eu o quero tanto
como os outros primeiros
e segundas, terças,
sextas perdidas,
domingos de brisa.
Entre chuvas
ventanias, quero
estar dentro,
ser corpo junto
a tudo, a todos...
Eu espero brasa
e vento.
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