Sem validade,
sem fim marcado.
Desconheço o prazo,
não quero datas.
Prefiro o agora,
cheiro a primavera de hoje.
Não espero o sono,
não arrumo a cama.
Sei do sol,
sei da noite
e sinto falta
da chuva forte
que é pra lavar
essa esperança
falsa do amanhã.
O lance é de agora.
É a pólvora desse
gatilho que me atira,
salienta minhas veias
de sangue quente
e púrpuro.
Do amor- que um
dia virá-
eu não aguardo
os sonhos que
outrora senti.
do amor acredito
nesses de bar,
das viradas da noite,
do pulo de carnaval.
Esses acontecem,
flamejam, queimam.
E da vida espero apenas
o bem estar de estar aqui, agora.
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