uma planta se fez
em terra preta,
úmida, eminhocada;
tal fez-se nós.
Somos brotejantes
racionários de terra.
Somos ciclos...,
da lua, da água,
do fogo, da terra.
Lua que cálida
e puramente branquida
muito misteriosa
entra maré dentro,
desata corações pernoitados
e atravessa as cercas dos arames farpados,
virando bola nos chifres do gado.
Ai a água clara, corrida de chuva
fresca e fria duma madrugada inteira;
empoçada pra cão secar remela e sede.
Um furor de fogo vivaz, alaranjado e azul
bailante. Presente no meu corpo que dança o seu na sua boca.
E no fim a terra que nos uniu;
deu alento, alimento e um leva: o ritual.
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