percebido parado,
passeando por poemas antigos
que vivi por Ouro Preto,
chego a cheirar aqueles instantes,
aquelas vontades,
de vezes em quartos que
em cantos cheirava a fermento
de pão, a mofo subindo nas gretas.
Me vejo de cima ladeirando
sentimentos que não vivi.
[vivi].
O umbigo enterrado nas raízes
de um limoeiro;
o presente de sete irmãos;
uma mãe arborosa.
Reuniões de jovens
buscando um sexo
que não existe.
[Como um rabo de um cometa,
um título nascido de uma variada.]
Coisa que já se passou pela praça
coisa que já desceu pela quebrada.
De quando tudo ás vezes um nada conta mais...
tava calcanhado em novos rumos quando dei com a cara na sua.
Não sei o que deixar sentir e se deixo não sei se sai, se existe.
Existo por sentir o cheiro da pele suada, mato, cavalo sem arreio.
não existo por não saber poder, tocar, molhar junto a essa salmora que mina do seu circuito mapeado de lá, fora daqui.
Aquelas vontades feitas nos meus becos, travessas, pontes e esquinas
todas essas vontades eu as deixo nas pedras de lá. aqui construo novas
formas de irrigar a barba, dormitar andando, assovir a noite pra lembrar passarinho que já fui... Agora sinto falta de coisa que nunca tive. às vezes nao vou ter hoje, nem amanhã, quiçá existirei.
Como um rabo de um cometa disparo desejos ocultos e sombreados por mim mesmo. Te chamo de quando em tudo que tu me atravessa a cabeça e posso ouvir seus sofejos, sua respiração e sua posição linguar trazendo o quente e sambado sonido que sai da sua garganta e vibra no meu peito de rapaz bruxo, silencioso. Existente agora.
coisa que já desceu pela quebrada.
De quando tudo ás vezes um nada conta mais...
tava calcanhado em novos rumos quando dei com a cara na sua.
Não sei o que deixar sentir e se deixo não sei se sai, se existe.
Existo por sentir o cheiro da pele suada, mato, cavalo sem arreio.
não existo por não saber poder, tocar, molhar junto a essa salmora que mina do seu circuito mapeado de lá, fora daqui.
Aquelas vontades feitas nos meus becos, travessas, pontes e esquinas
todas essas vontades eu as deixo nas pedras de lá. aqui construo novas
formas de irrigar a barba, dormitar andando, assovir a noite pra lembrar passarinho que já fui... Agora sinto falta de coisa que nunca tive. às vezes nao vou ter hoje, nem amanhã, quiçá existirei.
Como um rabo de um cometa disparo desejos ocultos e sombreados por mim mesmo. Te chamo de quando em tudo que tu me atravessa a cabeça e posso ouvir seus sofejos, sua respiração e sua posição linguar trazendo o quente e sambado sonido que sai da sua garganta e vibra no meu peito de rapaz bruxo, silencioso. Existente agora.
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