sábado, 22 de agosto de 2015

Perigo, um poeta.

Que perigosa a conversa de um poeta.
declamam delírios embriagados
choram nostalgias repetitivas
e ainda escrevem,
 mentalmente rascunham
um nova poesia pra quando chegar em casa
Rimam sequências,
combinam descobinadas combinações.
Perigoso seu conselho,
vá lá saber ser um novo verso
solto no céu da sua boca?!
suas definições podem ser turvas,
denotando a barrenta correnteza
de suas tais certezas.
Uma pausa!
Eis um verso perdido
correndo pros nervos dos dedos.
(Ficar á luz de vela era uma aventura
de olhos fechados sem o pregar das pálpebras)
Eis o poeta uma farsa de sua digital,
das suas impressões e por isso é poesia
o que és.
Se atrever ás palavras,
tê-las feito baralhos nas mãos
é coisa muito impetuosa.
Que perigo esse final...

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