De tempos pra cá deu pra fazer a TV de espelho;
o sofá de cama;
a janela de parede;
a rua de casa.
Deixou morrer as pilhas dos relógios e fez de conta que era rebelde.
Estacionou o último livro num canto e nem marcou onde parara.
Trocou o táxi pelo caminhar,
assim podia pensar alto, rir de si mesmo,dos furos da noite e
dava tempo pro álcool sair ou
chance pra alguém passar num carro e convidá-lo a um desvio.
Tratara a geladeira como adega. Não havia nada verde a não ser o letreiro de uma garrafa de vinagre.
Já trocara as coisas mais bobas.
Já mal se trocava a sua feição.
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