comigo mesmo
sempre.
Me esbofeto,
arranho a traqueia
dou rasteira e me
jogo na cama.
Me molho todo,
de sal ou gozo.
De chuva de te olhar
e fingir indiferença;
do mergulho gelado
que é me ver nesse
poço ártico.
Faço de mim noitada;
me jogo vodca
na boca; quero
sair do real.
O real é você;
o fantástico sou eu.
Eu sou aquele que briga
só;
que se golpeia vire e mexe.
E vira raiva, vira riso.
Um dia vira página.
bem assim...
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