Chove na Barra
e também chove
na barra da minha calça.
Essa enxurrada
desbota meus sapatos,
molha meus dedos.
Não há marquise,
nem ponto de ônibus.
Não há um táxi sequer, nem
um velho orelhão.
A chuva alterna o ritmo,
pinga grosso, cai de lado.
nem precisa pressa,
nem precisa correria.
Melhor é molhar,
melhor é ir andando
como se fosse um sonho,
daqui a pouco toca o celular.
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