Esse lugar de Ouro Preto tem dias que acorda aos chorinhos,
aos resfriados embaçados nos vidros das janelas,
aos embrulhos dos seus moradores.
Tem uns dias que o cinza é sua cor e tudo vai caminhando
a passos lentos, ao frio adentro.
Há também (sim senhores), dias calorosos,
de andantes doutros países,
de fotos de nossas torres.
Se é cachaça que esquenta o povo,
essa não aquece o meu peito,
moradia de um amor avesso que choraminga
seus resfriados amorosos, quieto,
no seu quarto de Ouro Preto.
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