São uns telhados rasteiros,
agrupados aos vizinhos.
Alaranjados e desbotados
de tanto guardar luz de sol,
de tomar banho da chuva.
Amontoados pelas
ventanias agostinas...
ressequidos de frio junino.
São retalhos de telhados
que possuem escapes fumaçais
da lenha queimada;
que abrigam pássaros veraneios
e aqueles que se pensionam do inverno.
São telhados que colecionam
dentes da criançada,
pipas agarradas e em uns
até crescem raminhos verdes.
São telhados de Minas,
de ver a longe,
de sentir-se em casa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário