Passar por lá.
Passarar os fios
da rua, do céu.
Passô em passos...
Emaranhar nos galhos,
vuaçar nas folhagens.
Sê avuante, sê do sol.
Passarará um dia inteiro
com bando ou sem ;
com norte ou não.
Levantar do meu ninho
de cobertores de algodão
e bater minha liberte
prum ninho de meu fazê,
nova arte de coser em ramos.
Deitar nus altos e
ter abaju de estrela,
coisa morta que reluz.
E nos dias do frio, da chuvarada,
fazer estadia num buraco de telhado
de algum lar de crianças que brincam,
que farelam,risonhas, no terreiro.
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