Migrarei amanhã
ou depois.
Não tarda e até
a trouxa já faço.
Migrarei prum alto.
Quero me refugir
dos galhos frágeis
que me abraçaram;
dos raios oculares
que quase me cegaram;
da chuva fria de sons
que saíram de sua boca.
Vou pra pensão dos postes!
Voarei ainda na madrugada
que é pro sol não me ganhar,
que é pra nenhum outro
avuante saber de mim,
e garoar até a sua janela.
Serei hóspede de outro
lugar, outro abraço,
outra história de amar.
ps.: Talvez nos encontremos,um dia,num bando á procura de sol.
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